quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Não pirateie o Windows, há opções


Relato de um usuário perdido, assaltado, sem lenço, sem documento e sem Windows que enxergou a luz. Eu, como adepta de GoogleDocs e outros softwares online, acho que esse é o caminho. [mirela portugal]

Não pirateie o Windows, há opções
Alexandre Fugita

Há pouco mais de um mês fui assaltado e levaram meu notebook, ou seja, minha ferramenta de trabalho. O computador rodava Windows XP original OEM. Como conheço um pessoal na Microsoft, perguntei se poderia utilizar aquele DVD do Windows - notem, original - que tinha sobrado na caixa vazia do roubado. Claro, não podia. Óbvio, ao ter comprado o Windows e concordado com a EULA (termos de uso), concordei que seria assim caso isso acontecesse.

Faz umas duas semanas comprei um notebook novo. Desta vez escolhi, pela primeira vez em toda a minha vida, não usar o Windows no PC. Ok, não estou contando a época em que eu tinha o MSX e achava aquela tela de 16 cores o máximo. Adquiri um notebook Positivo, com Linux Mandriva pré-instalado. Tirei o Madriva e coloquei o Ubuntu. Como nos últimos anos comecei a achar que o sistema operacional estava perdendo a importância, tudo que eu queria era um computador que rodasse o Firefox. E o Ubuntu tem FF nativo. Ótimo.

O fato é: se eu for novamente roubado, posso usar o mesmíssimo CD que usei para colocar o Ubuntu na minha atual máquina, para instalar onde mais quiser. Além disso, não preciso comprar licença do MS Office, já que meu uso do pacote seria nas funções básicas. Vou de Google Docs. E também não pretendo instalar Windows neste notebook mesmo porque existe o Wine e também já tenho um desktop com Windows XP.

Já que acredito que a web é a nova plataforma, fiquei feliz esse fim de semana ao descobrir que minha evangelização em softwares on-line traz resultados. Descobri que uma amiga, que também comprou um notebook recentemente, decidiu usar o Google Docs ao invés de comprar uma licença do MS Office 2007. Agora falta convencê-la a usar um leitor de RSS, on-line, claro. Não pirateie software, há opções.

Robô grita quando dentista causa dor

Humanóide tem expressões faciais muito parecidas com a de um paciente de verdade.
Simulador vai servir para deixar alunos de odontologia mais atentos.



Se consultório dentário é sinônimo de sofrimento para você, chegou a hora da vingança. Agora são os dentistas que vão ter medo. Um robô japonês de feições bem humanas e sensores na boca grita quando o profissional erra na mão e faz sentir algum desconforto.
O humanóide Simroid atraiu as atenções de crianças e adultos na International Robot Exhibition, em Tóquio, na quarta-feira (28). Quem assistiu à demonstração ao vivo de uma dentista viu que as expressões faciais do robô são bem convincentes. E que o grito de dor, "Ouch", também.
O simulador nasceu de uma parceira entre a Nippon Dental University e o fabricante de robôs Kokoro. A idéia é aplicá-lo na formação ou no aperfeiçoamento de dentistas.


Dentista simula um tratamento no robô, que nasceu da parceria de uma universidade com um fabricante. Basta qualquer dor para os sensores na boca do Simroid acionarem a gravação de um grito. (Fotos: AFP/Yoshikazu Tsuno)


Funcionário do fabricante Kokoro mostra como é o mecanismo do robô que exibiu em Tóquio. (Foto: AFP/Yoshikazu Tsuno)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Resumo do Texto: O carater pseudo da inclusao digital.

Fiz esse resumo, espero q ajude. =D

O caráter Pseudo da Inclusão Digital
(Denize Correa Araújo)

Esse tema bastante debatido na cibercultura. Provavelmente quem não consegue se expressar verbalmente não conseguirá se expressar na Internet, mesmo considerando que há novos códigos e configurações no ciberespaço. Interagir na rede significa não só receber e enviar e-mails como também pagar contas, obter informações, simplificar sua rotina diária fazendo uso dos diversos recursos que a rede oferece para economizar tempo e maximizar potencialidades, minimizando rotinas burocráticas. A Internet é muito mais do que uma simples ferramenta ou suporte.
Seria simplista e redutor considerar que um uso não sistemático poderia receber o rótulo de inclusão. A Internet está formando uma “hipertrópole digital”, uma mega metrópole onde a virtualidade está tomando o espaço da cidade real. Há somente 500 milhões de internautas no mundo, dois quais 80% são dos países do Norte, o que põe em dúvida a idéia de “revolução para todos’.
Qualquer projeto para a inclusão digital depende de uma estrutura básica técnica, incluindo linhas telefônicas, computadores e acesso e capacitação para uso de aplicativos. Os telecentros têm por objetivo educar digitalmente em termos de informação, educação e cidadania, para oferecer aos excluída digital melhor condição da tecnologia. O termo “exclusão digital” vem da expressão do inglês “digital divide”, ou seja, “divisória digital”. Os telecentros no terceiro mundo são úteis, mas enfrentam grandes impasses. Há os que lutam pelos objetivos de uma proposta que consideram válida e produtiva e os que consideram em qualquer iniciativa uma oportunidade de exercitarem seu poder político, unindo interesses econômicos em nome de um pseudo patriotismo ou de uma pseudo campanha assistencial. As novas tecnologias se deparam com os velhos hábitos, não conseguindo os superar. Como se pode falar em inclusão digital no Brasil quando tão poucos são incluídos socialmente e menos ainda o são culturalmente? A tecnologia propõe mudanças, mas é a sociedade que vai fazer uso dessas tecnologias, logo, não se deve ter uma expectativa demasiado elevada quanto à mudança porque a velocidade da mudança social é substancialmente mais lenta que a mudança tecnológica. A mudança social não acontece, constrói-se.
Não é correto classificar a exclusão digital como mera conseqüência da exclusão social. Se analisarmos os problemas que antecipam a realização da proposta de telecentros onde hipoteticamente se daria a inclusão digital, podemos perceber que são de ordem política tanto quanto de ordem econômica e, em última instância, de ordem histórica. Em geral, a inclusão digital é levada apenas como acesso à conexão, esquecendo que se trata de um passo inicial.
Marcos Palácios fala da baixa presença do português na Internet como uma das barreiras da inclusão. Palácios aborda três fatores socioeconômicos determinantes no acesso à rede:
1) Acesso ao computador (menos significativo no caso do Brasil)
2) Acesso à linha telefônica
3) Acesso ao provedor de serviço

Para a autora os fatores de impedimento são:
1) O conhecimento técnico – os mecanismos de digitação necessários
2) Entendimento pragmático – o que fazer e como fazer para tornar a rede uma opção prática na vida, para pagamento de contas, consulta de informações, compra online, e outras utilidades que venham a ajudar os usuários e minimizar o tempo gasto com esse tipo de serviço.
3) Posicionamento crítico – o uso da Internet só para blogs não caracteriza inclusão digital, visto que a rede não deve ser limitada a oferecer entretenimento e lazer e sim incluir hábitos culturais de leitura, informação, conhecimento e reflexão.

O analfabeto do nosso tempo já não é mais aquele que não sabe ler e escrever, mas sim aquele que não sabe articular um discurso multimidiático. Exemplo de pessoas digitalmente informadas: todos aquelas que trabalharam na construção do Linux. O caso da inclusão no Brasil, para Pierre Lévy, está completamente ligado a educação já que o Brasil escolarizou crianças, mas não conseguiu educá-las. André Lemos acredita que “ser cidadão hoje, é estar conectado”.
Cada novo sistema de comunicação criar novos excluídos, seja a imprensa, a televisão ou o telefone, mas o fato de algumas pessoas não serem alfabetizadas ou não possuírem aparelhos de televisão ou telefone nunca impediu que as mídias se desenvolvessem naturalmente. Mesmo considerando que a proposta dos telecentros seja eficaz, me parece que os problemas básicos de renovação de convênios, manutenção de equipamento e pagamento de bolsistas enfrentados por muitos telecentros deixam transparecer o caráter pseudo da inclusão digital.

Esculturas (quase) vivas

Aproveitando o tema da aula de hoje, as criações de um cara que mistura arte e robótica.
:)

Mistura de artista e engenheiro, o holandês Theo Jansen cria estranhos animais de plástico que caminham impulsionados pela força do vento.

Theo Hansen/Art Futura
As Strandbeest (Bestas da Praia): movimentos complexos com recursos econômicos

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• Vídeos das esculturas

Como é praxe entre os artistas contemporâneos, o holandês Theo Jansen gosta de se definir em termos um tanto pedantes. "Sou um escultor cinético", diz. E complementa: "Sou um artista que esculpe o ar a nossa volta". A arte cinética – que incorpora o movimento – tem já uma certa tradição entre as vanguardas do século XX, principalmente a partir dos móbiles desenhados pelo americano Alexander Calder. Jansen levou-a alguns passos adiante. As partes de um móbile limitam-se a girar e balançar com a força do vento. As obras de Jansen andam. Como insetos gigantescos, elas se movem pelas praias holandesas onde o artista as instala. Compostas de material leve e barato – tubos plásticos, fios de náilon, fita adesiva –, essas criaturas impressionam pela complexidade dos movimentos. Impulsionadas ao acaso, pelo vento, dão a impressão de ser vivas. Jansen, aliás, tem pretensões demiúrgicas: quer produzir criaturas realmente "vivas", reunidas em "manadas" cujos integrantes competem entre si para se reproduzir. "Eu busco refazer a natureza com a idéia de que, no processo, possa revelar alguns segredos da vida", diz.

Theo Hansen/Art Futura
Animaris Rhinoceros: monstro de 2 toneladas que carrega passageiros

É improvável que essas criaturas de plástico um dia realizem todas as pretensões de seu criador. Elas ainda são incapazes de funções bem mais elementares do que a reprodução – não sabem evitar obstáculos, por exemplo. Mas é admirável o que Jansen conseguiu com recursos tão econômicos. Sem nenhum combustível, sem propulsão elétrica, sem programas eletrônicos, seus esqueletos plásticos caminham apenas com a força do vento. Os modelos mais refinados começam a explorar modos de preservar a energia eólica, comprimindo ar em garrafas plásticas – o que permitirá que andem alguns passos mesmo em dias sem vento. A obra de Jansen é um estimulante cruzamento de arte e engenharia. Ele costuma expor suas esculturas tanto em mostras de arte quanto em salões de robótica e convenções de inventores. O artista estudou ciências na Universidade de Delft e dedicou sete anos à pintura antes de enveredar pela robótica. Criou um robô que desenhava grafites e uma espécie de disco voador – que voava mesmo e causou certo pandemônio nas ruas de Delft, em 1980. Há cerca de vinte anos, começou a desenhar criaturas no computador, em seu laboratório na cidade de Ypenburg. Criou uma série de animais virtuais, que depois disputavam corridas no computador. Jansen descartava os modelos lentos e tentava aprimorar os mais velozes. Era a sua forma de instaurar uma espécie de "seleção natural" que garantisse a evolução de seus estranhos bichos.

Foi com base nesses modelos computacionais que Jansen começou a criar suas esculturas cinéticas. Já conta hoje com vários modelos de animais, em uma série que batizou de Strandbeest (Bestas da Praia). Uma invenção mais recente é o Animaris Rhinoceros, que, apesar de ter 2 toneladas, também anda com a força do vento – e pode igualmente ser puxado por uma pessoa, sem grande esforço. É possível instalar passageiros sentados dentro do monstrengo, que funciona, portanto, como um meio de transporte. Jansen sonha com o Animaris Mammoth, uma versão de 12 toneladas que abrigaria várias salas em seu interior.

William West/AFP
Modelo de helicóptero feito a partir de desenho de Da Vinci : a arte de projetar o que ainda não é realizável

As visões mais extremadas de Jansen talvez nunca se realizem. Mas suas maluquices nem por isso são menos estimulantes. Num momento em que a "vanguarda" se tornou convencional – como atestam as instalações feitas de paçoca e as performances de viúvas de astros pop –, Jansen tenta reavivar a figura renascentista do artista-inventor. O nome paradigmático dessa estirpe foi Leonardo da Vinci, cujos desenhos geniais anteciparam o helicóptero, o submarino, a bicicleta. É verdade que o papel de Da Vinci como inventor tem sido um tanto romantizado: não, ele não colocou nenhuma dessas engenhocas futuristas para funcionar. Mas seus desenhos fixaram concepções, projetos para o futuro. Quem pode dizer que, no futuro, algum meio de transporte não será inspirado nos bichos de Theo Jansen?


fonte: http://veja.abril.com.br/281107/p_162.shtml

O celular paga a conta

A França testa o uso do telefone como cartão eletrônico. A tecnologia já é empregada por 20 milhões de japoneses


Carlos Rydlewski

Frederick Florin/AFP

Encostou, pagou: quatro operadoras e seis bancos franceses uniram-se para transformar o celular num novo cartão de crédito


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Nesta reportagem
•
Quadro: Como funciona o pagamento

Quase ninguém sai de casa sem carregar dois acessórios básicos da vida moderna – o cartão de crédito e o celular. Que tal unir os dois num só aparelho? Essa fusão começou a ser testada em grande escala neste mês na França. O responsável pela experiência, o consórcio Payez Mobile, reúne as quatro maiores operadoras de telefonia móvel e os seis maiores bancos do país. Nos próximos seis meses, um grupo de 1 000 pessoas utilizará o celular para comprar de tudo, de croissant a pasta de dentes, em 200 lojas de cidades francesas. O uso do telefone para pagamento de contas já existe em vários países, inclusive no Brasil, com diversas modalidades e tecnologias. O sistema francês utiliza um pequeno emissor adicionado ao SIM card, o chip que guarda os dados do telefone. De tamanho minúsculo, ele estabelece a ligação sem fio entre o celular e as máquinas de cartões de crédito das redes Visa e MasterCard num raio de 15 centímetros (veja como o sistema funciona).

O objetivo da experiência francesa não se resume a conferir o desempenho do equipamento. O projeto é colocar o país na vanguarda da tecnologia aplicada ao celular e transformá-lo em uma referência desse tipo de pagamento na Europa. A França tem bons antecedentes no campo da inovação na área de comunicações. Na década de 70, quando a internet ainda estava restrita às universidades, os franceses desenvolveram o Minitel, um serviço de videotexto extremamente popular no país. O pagamento de contas pelo celular é um negócio em expansão global – estima-se que vá movimentar 37 bilhões de dólares no próximo ano –, e não será fácil para a França liderar esse processo fora da Europa. O sistema atualmente com maior número de usuários é o japonês, implantado em 2004 pela gigante NTT DoCoMo. É utilizado por 20 milhões de pessoas até para pagar a passagem no metrô. Em termos operacionais é igual ao francês. A diferença está na tecnologia. Em vez de um acréscimo ao SIM da rede GSM, o emissor japonês usa um chip criado pela Sony, chamado FeliCa.

Itsuo Inouye/AP
No Japão, telefone paga passagens de trem


Desde setembro, a operadora Oi presta um serviço similar nos doze estados brasileiros onde atua. Chama-se Oi Paggo. Em termos de tecnologia, o processo é bastante simples: os débitos são autorizados por meio de mensagens de texto. O processo é similar ao empregado pelas empresas de cartões de crédito. Inicialmente, o cliente é submetido a uma avaliação de crédito e recebe autorização para gastar dentro de determinado limite. Ao vender um produto, o comerciante envia uma mensagem ao número do celular do comprador com o valor a ser debitado – à vista ou em parcelas. O comprador então autoriza o pagamento por meio de uma senha. Um detalhe: não é preciso estar na loja. O débito pode ser autorizado remotamente. Basta receber a mensagem e digitar a senha correta. A Oi tem 340.000 clientes cadastrados nesse serviço, usado em 13.000 estabelecimentos comerciais, e movimentou 5 milhões de reais com o sistema no mês passado. "No começo, as pessoas usam o telefone para fazer pequenas compras, como pagar um táxi ou encher o tanque de combustível do carro. Depois os valores aumentam e o celular vira um cartão de crédito como outro qualquer", diz Leonardo Caetano, gerente de Mobile Payment da Oi.

Em todos os modelos de pagamento por celular, a segurança é feita pela autenticação prévia dos telefones, pelo uso de senhas, pela confirmação dos débitos e pelo emprego de mensagens criptografadas. No primeiro semestre, a empresa britânica VoicePay anunciou a criação de uma tecnologia que pode trazer uma garantia adicional a esse tipo de pagamento. Nesse caso, o débito é autorizado a partir do reconhecimento da voz do dono da conta. Para isso é feita uma análise biométrica da voz, à semelhança do que ocorre com a impressão digital. São analisados 117 parâmetros do som emitido por uma pessoa. Nick Ogden, um dos fundadores da VoicePay, tem um argumento a favor do produto: "O uso de celulares cresce, e eles têm um número menor de teclas. Isso torna o reconhecimento por voz a melhor solução". É um bom argumento.

Na África, o celular substitui os caixas eletrônicos

George Esiri/Reuters
Telefone móvel: usos inesperados entre os africanos

Apenas duas em cada dez famílias na África têm conta bancária. Na Suazilândia, o pequeno reino encravado no território da África do Sul, uma mulher precisa do consentimento do pai, do marido ou de um irmão para conseguir um empréstimo bancário. Por onde se vá no continente, o risco de ser assaltado é enorme. Limites como esses têm conferido especial destaque ao celular como instrumento de pagamento de contas entre os africanos. No Quênia, o telefone substitui até caixas eletrônicos. Antes de partirem numa viagem, é comum que as pessoas façam depósitos nas operadoras de telefonia móvel. Ao chegarem ao destino, o crédito é convertido em dinheiro numa loja da operadora. Dessa forma, o viajante não corre o risco de perda ou roubo da quantia ao longo do trajeto. Os créditos nos celulares pré-pagos também são usados na compra de produtos de pequeno valor.

O número absoluto de celulares é relativamente pequeno na África – apenas 190 milhões de aparelhos numa população que ultrapassa 900 milhões de pessoas. Só a Oceania tem uma quantidade menor. Mas, entre 2001 e 2006, o continente apresentou o maior ritmo de crescimento de telefones móveis em todo o mundo, em torno de 660%. É uma boa notícia para os africanos. Um estudo do economista Leonard Waverman, da London Business School, indica que o crescimento de 10% no número de telefones celulares produz um avanço de 0,6% no produto interno bruto (PIB) de um país em desenvolvimento. O paradoxal é o uso na África de uma moderna tecnologia para recriar o sistema medieval das cartas de crédito, que está na origem do sistema bancário.


fonte: http://veja.abril.com.br/281107/p_084.shtml

Perfect pictures for an imperfect world



Curtinho, mas bem interessante.
Me lembrou o texto sobre imagens técnicas, que caiu na primeira prova.
Como somos iludidos pela imagem...

Cerveja de código aberto

Lançada hoje em São Paulo, uma exposição do coletivo dinamarquês Superflex, mostra seu mais novo "produto": uma cerveja open source. Assim como os softwares, em que cada um tem acesso ao código e reformula o programa como achar mais útil, fácil ou ainda completo, a Cerveja Livre vai exposta com os ingredientes (e uma garrafa) e a quantidade de ingredientes adicionados à fórmula e a pesagem fica por conta do "consumidor". Este produto deve ser publicado sempre que modificado no site do Creative Commons, claro.

Para saber mais sobre o coletivo e a exposição, clique aqui.

Para fotos do produto, clique aqui.

À brasileira

Lendo as notícias sobre a dependência da internet em relação aos chineses fico pensando:enquanto do outro lado do continente alguns jovens orientais passam por um processo de "desinternetização" se é que aqui cabe o termo, nós brasileiros, estamos muito longe do acesso amplo e difundido das mídias locativas. Enquanto lá, segundo Adriana de Souza e Silva, os internautas sequer têm a noção de "acesso" à internet, já que o fazem de maneira comum e sistemática, aqui, menos da metade da população tem acesso à internet tradicional-aquela amparada por cabos conectados, um monitor, estabilizador, mouse, etc. Mídia móvel com fios. Enfim...Ainda assim, os estudos sobre mídias locativas, wi fi, e seus aspectos territorializantes e desterritorializantes trazem a tona um novo espaço informacional, o ciberespaço, a "hipertrópole digital" como diria Denize Araújo. Não bastam mais os celulares que fazem chamadas. É preciso que tenham câmera, mp4, internet, bluetooth. Não basta só ter um pc. É preciso ter também um mac. Sinceramente, acho que ainda estamos longe das internações psiquiátricas por conta da dependência digital. No caso brasileiro, falta recursos para tanto. Aqui, no máximo, dá para ter umas síncopes de vez em quando, normalmente se o computador aparece com um problema na véspera de um trabalho, ou quando, querendo fazer uma ligação, o celular está"fora da área de cobertura". Algo mais próximo da realidade do país.

Camila Moreira

Centros na Ásia tratam viciados em Internet com disciplina militar

Países asiáticos como China e Coréia do Sul estão criando centros especiais em que disciplina militar e choques elétricos são usados para tratar o que as autoridades locais têm enxergado como um problema cada vez mais sério: o vício em Internet.
No recém-inaugurado centro Jump Up Internet School, na Coréia do Sul, jovens são submetidos a exercícios em percursos de obstáculos - no estilo dos usados em treinamentos militares. Na clínica, é proibido o uso de computadores e só se pode conversar ao celular por no máximo uma hora a cada dia.
Essa é a primeira clínica para vítimas do vício em Internet na Coréia do Sul, mas na China já existem oito centros de combate à dependência da web.
A maior e mais importante clínica chinesa chama-se Base de Crescimento Psicológico para Adolescentes Chineses e fica em um hospital militar no distrito de Daxing, em Pequim. Em funcionamento desde 2005, o centro aplica tratamento que inclui, além de exercícios espartanos e psicanálise, uma terapia à base de leves choques elétricos.
"A dependência da Internet é tão séria quanto a do álcool, tabaco ou drogas" disse Tao Ran, diretor do centro de Daxin ao jornal estatal China Daily, em setembro.
O tratamento pode parecer duro, mas é uma alternativa levada a sério pelos chineses frente ao elevado número de usuários viciados e à crescente onda de tragédias associadas ao problema.
De acordo com estatísticas divulgadas pela imprensa oficial, na China existem mais de 113 milhões de internautas, dos quais mais de 2,5 milhões são menores de 18 anos e estão viciados no mundo digital.
Em junho, um adolescente com menos de 16 anos matou a mãe a facadas quando ela se recusou a dar dinheiro para que ele fosse jogar videogame em uma lan house na cidade de Cantão.
Esses são apenas os casos mais recentes de um problema que assola a China há pelo menos mais de três anos. Existem inúmeros grupos de estudos voltados especificamente para esse tipo de distúrbio e a Associação Chinesa para Ciência e Tecnologia passou a organizar anualmente uma conferência voltada para estudar formas de prevenir o vício em Internet.
No último encontro, ocorrido há dois meses, uma pesquisa apresentada sugeria que fatores como a vida familiar, desempenho escolar e ambiente social também contribuem para a ocorrência de casos de dependência da Internet.
Uma estudo realizado pelo conglomerado de mídia IAC/InterActiveCorp e a rede multinacional de publicidade JWT, e divulgado na semana passada, concluiu que os chineses são mais suscetíveis à dependência da web que os americanos.
Ao todo, 42% dos chineses afirmaram sentirem-se viciados na rede, contra 12% dos americanos que disseram o mesmo. O governo chinês tem levado a sério a ameaça da dependência cibernética e tomou providências polêmicas para acabar com o problema.
Em março, proibiu a emissão de novas licenças de operação de cibercafés, numa tentativa de restringir o acesso da população à rede e conseqüentemente diminuir os casos de dependência. A medida, entretanto, foi recebida com ceticismo pela imprensa estrangeira, que a viu como uma possível forma de censura.

Do pincel aos sistemas interativos

Arte eletrônica abre novas possibilidades para os artistas criarem e osespectadores interagirem com as obras
SISSA ARRAES
Especial para o JB

Com o advento do computador e, em particular, da internet como suporteeletrônico, a concepção, linguagem, apresentação e percepção da arte nãosão mais as mesmas. Isso está acontecendo porque estamos vivendo umarevolução estética possibilitada por um aglomerado de meios de expressão: ainternet, o vídeo, o CD-ROM, a realidade virtual, entre outros.
A utilização dessas ferramentas possibilitou o nascimento da arte eletrônica,uma nova forma de comunicação entre homem-máquina. Fusão da arte com atecnologia, a arte eletrônica pode ser vista em espaços físicos concretos naforma de exposições, performances e podem ser vistas também virtualmente,na forma de sistemas interativos, internet, infografia, multimídia e realidade virtual.
Vale tudo. Não importa a forma como é produzida, e sim, se ela cumpre odever da arte, definido pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche como o de''antes de tudo, em primeiro lugar, embelezar a vida''. Dentro destaperspectiva, a arte eletrônica abriu novas possibilidades tanto para o artistaquanto para os espectadores. Estes últimos deixaram de ser merosobservadores passivos para interagir com as obras, participar do processocriativo e dar vida aos trabalhos. O interessante é que agora esta deinteratividade experiência - que antes era limitada ao espaço dos museus edas galerias - pode ser compartilhada por milhões de pessoassimultaneamente por meio da internet.
Mas, como será que acontece essa tal de arte eletrônica na prática? Existemcategorias diferentes de expressão dessa arte como é o caso da Web Art, aVideoarte, o CD-ROM, Arte Transgênica, produções artísticas que mesclamVídeo e Música, trabalhos em Realidade Virtual, Infografia, Performances eExposições. Dentre os estilos de arte eletrônica podemos destacar pelo menostrês muito interessantes pelas suas particularidades: Web Art, ArteTransgênica e Videoarte.
Na Web Art, as criações oferecem ao espectador algum tipo de interatividadee é preciso o uso de um navegador (Opera, Internet Explorer, Netscape oualgum outro) para que a obra seja visualizada. No site da 24a Bienal de SãoPaulo, realizada em 1998, por exemplo, as pessoas puderam ver a reproduçãodo quadro A Negra, de Tarsila do Amaral, com um ''bigode animado'',interferência que caracteriza este estilo.
A Arte Transgênica, apesar do nome estranho, é outra forma de expressão daarte eletrônica, caracterizada pela fusão da arte, tecnologia e biologia. Ascriações são geralmente acessadas a partir de uma página na internet e diferedas obras convencionais por não terminarem em si. Sua existência depende dainterferência de um observador que pode modificá-la de acordo com suavontade. Um exemplo concreto disso é o Cachorro Transgênicowww.ekac.org/transgenic.html, criado pelo artista brasileiro Eduardo Kac, umdos principais ícones da arte eletrônica. O projeto, que existe apenas nainternet, consiste na criação de um cachorro que emite luz fluorescentequando exposto à luz ultravioleta. Isto seria possível por meio de um enxertono cão com um gene extraído de um tipo de medusa existente no Oceano Pacífico.
Apesar de não ser tão mirabolante como a Arte Transgênica, uma dasexpressões artísticas mais utilizadas atualmente são as interferências emvídeo, estilo chamado de Videoarte, e muito bem representado pelo artistaamericano Gary Hill, mestre na fusão da arte com a tecnologia. Hill criou nosanos 70 esculturas de som e explorou ao máximo as possibilidades deste meiocom suas interferências. Um de seus trabalhos, intitulado Remarks on color,mostrava 24 vídeos em um único canal.
E a arte eletrônica não pára por aí. Existem hoje no mundo, e principalmenteno Brasil, diversas produções audiovisuais que utilizam outros meios deexpressão, a exemplo do CD-ROM e da realidade virtual. Há também situaçõesem que ocorre uma mistura de meios, como é o caso das performanceshíbridas que mesclam os elementos vídeo e música.
Para aqueles que desejam se aprofundar no assunto, uma boa pedida évisitar os trabalhos apresentados no VideoBrasil - Festival de Arte EletrônicaInternacional, no Sesc Pompéia, em São Paulo. O evento, que chegou a 13aedição este ano, teve 135 trabalhos audiovisuais de 15 países inscritos entreas categorias web art, CD-ROM e vídeo. Com o tema Fluxos, Fusões eAssimilações, a mostra fica aberta a visitação pública até o dia 21 de outubro.
Bastidores da arte eletrônica
Dentre os artistas que deram contribuições para a arte eletrônica podemosdestacar alguns que devem ser sempre lembrados pela criatividade esuperação dos limites entre a arte e a tecnologia.
São eles:
Eduardo Kac - Artista brasileiro nascido no Rio de Janeiro, Kac inventou, em1983, a holopoesia, uma nova linguagem poética e, em 1986, criou a arte datelepresença, quando apresentou na mostra Brasil High Tech um robô decontrole remoto por meio do qual participantes interagiam. Kac atualmente éprofessor de arte eletrônica na The School of the Art Institute of Chicago.{www.ekac.org}
Gary Hill - Referência histórica para a videoarte, o artista americano Gary Hill émestre na fusão da arte com a tecnologia, tendo explorado ao máximo aspossibilidades do vídeo. Hill é autor de instalações consagradas comoRemembering Paralinguay, Wall Piece e Remarks on Color. Seustrabalhos podem ser encontrados em www.stationhill.org/artists/GHpage.htmle www.artreview.com/art/garyhill/hill.html
Roman Verostko - Um dos pioneiros da arte eletrônica, Verostko acredita queela se caracteriza por qualquer trabalho artístico que seja criado comferramentas eletrônicas. Veja em www.verostko.com/
Roy Ascott - Ícone da arte eletrônica, Ascott é fundador do Centro dePesquisa Avançada em Artes Interativas da Universidade do País de Gales, emNewport, Reino Unido. Ele foi o autor dos primeiros projetos artísticos detelemática do mundo e hoje cria obras interativas na internet. Confira emwww.olats.org/colloque/participants/ascott/index.shtml