sexta-feira, 19 de outubro de 2007

IGDA chega em São Paulo

Notícia muito boa para quem tem interesse em games... Vamos ver se o mercado brasileiro vai pra algum lugar, mesmo com essa pirataria...


A International Game Developers Association, acaba de inaugurar o seu Chapter São Paulo. A IGDA é uma associação internacional que visa organizar informações vitais para um melhor desenvolvimento dessa área, o que torna esse momento muito importante para o Brasil.

A chegada do novo Chapter São Paulo, dia 11 de julho de 2007, é um momento marcante, pois vai permitir que reuniões importantes – que aconteciam apenas no Chapter Recife – fiquem mais acessíveis para o pessoal do sul do país.

Para oficializar esse momento, acontecerá uma mesa redonda, aberta e gratuita, dia 17 de julho para a apresentação de seu quadro de conselheiros, advisory board, suas propostas e expectativas.

A IGDA é uma organização que existe desde 1995, e foi fundada por Ernest Adams (sim, aquele do livro) sob o nome Computer Game Developers Association (CGDA), até mudar seu nome em 1999 para IGDA, quando da mudança de mãos para o grupo Miller Freeman. Permaneceu ali, até em 2005 tornar-se uma associação independente, mantida pelas anuidades de seus membros e por seus corpos de diretores e conselheiros, todos voluntários.

A IGDA possui atualmente (julho de 2007) quase 13 mil membros, e mais de 110 mil usuários gratuitos. Do montante de membros pagantes, os Estados Unidos detém 8.300 membros, seguido pelo Canadá, com 2.200. No Brasil temos apenas 29 membros. Na demografia profissional, a maioria dos membros são programadores (770), seguidos por donos de empresas, professores e pesquisadores. Entre as profissões e ocupações restantes, os estudantes se destacam com 177 membros, 41 jornalistas e apenas 7 engenheiros de efeitos de áudio. Detalhes da demografia da IGDA podem ser vistos nesta URL.

Na mesa de estréia, a IGDA deve ser apresentada em detalhes, assim como o seu Chapter São Paulo, com seus coordenadores, conselheiros e parceiros.

Estarão presentes à mesa, além dos coordenadores IGDA Capítulo São Paulo, Rogério Tavares Gasi (Skyzone Mobile) e Thiago Guarino Appella (Level Up! Interactive):

Roger Tavares: Gamecultura, advisor para o meio acadêmico
André Penha: Presidente da Abragames
Dean Ivatchkovitch: Sócio-Diretor ENE Solutions
Emiliano Costa: Diretor de Marketing Second Life
Wagner Carvalho: Green Land Studios
Jonathan Harris: Electronic Arts

A mesa estará apresentado a sua chegada da IGDA à São Paulo, suas expectativas e propostas. Estarão também ouvindo e recolhendo sugestões para a atuação do Chapter São Paulo. Os coordenadores consideram quatro encontros anuais fechados para membros, além de uma série de encontros sociais e outras atividades para os interessados.


Fonte: Gamecultura

Este Macbook vale ouro!

Literalmente!

Se você é um feliz ganhador da mega-sena e acabou de receber em mãos uma quantia de 40 milhões de reais, a primeira coisa que vem a cabeça (provavelmente) deve ser: “É hora de gastar!”

Mas se você, mesmo assim anda com um pouco de dúvidas de onde torrar os seus milhões de reais, dê uma olhadinha neste Macbook de 24 quilates, que como se não bastasse ser completamente banhado a ouro, ainda acompanha o logotipo da Apple recheado de diamantes.

Embora o preço desta macbook não tenha sido revelado, não é preciso dizer que esse não é uma “jóia” para qualquer um, a não ser que você tenha um saldo de 7 dígitos na sua conta bancária!

Para mais informações, confira no site Computer-Choppers.com.

Via | PCLaunches e TechnaBob

Confira abaixo algumas fotos:

Macbook de ouro de 14 quilates

Macbook de ouro de 14 quilates

Macbook de ouro de 14 quilates

Macbook de ouro de 14 quilates

Macbook de ouro de 14 quilates

Óculos-monitor funciona até com iPod

Telas nas lentes do Teleglass T4-N reproduzem vídeo em resolução de 640 x 480.
Óculos japonês tem armação de titânio, pesa 50 gramas e custa cerca de US$ 1150.
Do G1, em São Paulo entre em contato

Foto: AFP
Produzido pela Masunaga Optical, o Teleglas T4-N recebe sinais de vídeo de iPods e outros aparelhos (Foto: AFP)

Foto: AFP
Os 'monitores' dão a sensação de estar assistindo a uma TV de 42 polegadas a 2 metros de distância (Foto: AFP)

Provedor dos EUA dificulta downloads via BitTorrent, revelam testes

São Paulo - Testes feitos pela Associated Press mostram que a Comcast estava interferindo no tráfego peer-to-peer na sua rede.

Testes feitos pela agência de notícias Associated Press revelaram que a provedora norte-americana de serviços de banda-larga Comcast estava interferindo no tráfego de redes peer-to-peer dos seus assinantes.

A medida vai contra a tradição de se tratar todo o tipo de tráfego nas redes da mesma maneira, conhecida como neutralidade das redes, segundo a reportagem.

A interferência, confirmada pela Associated Press por meio de testes em diferentes pontos dentro dos Estados Unidos, é classificada pela agência como o “caso mais grave de discriminação de dados” por um provedor nos Estados Unidos.

Se adotada por outros provedores, a técnica da Comcast pode ser um golpe para os sistemas de compartilhamento de arquivos via P2P, como BitTorrent e eDonkey.

No teste feito pela Associated Press, um repórter tentou baixar uma cópia da Bíblia (que não é protegida por direitos autorais, como músicas e filmes que circulam ilegalmente nas redes P2P) de dois computadores na Filadélfia e em São Francisco - ambos ligados à internet pela rede da Comcast.

Em duas das três tentativas, a transferência foi bloqueada. Na terceira, a transferência começou, mas só após 10 minutos de atraso. Ao tentar baixar arquivos que estavam sendo requisitados por muitos outros usuários do BitTorrent, as conexões também foram bloqueadas.

Os testes revelaram, contudo, que nem todos os computadores são afetados. Tentativas de download a partir de um PC na área de Boston aparentemente não foram bloqueadas.

O teste com a Bíblia foi repetido com outras três conexões à internet - pela Time Warner Cable, pela Cablevision Systems e pela conexão corporativa da própria Associated Press, provida pela AT&T e pelo Cogent Communications Group. Nenhum sinal de interferência foi detectado.

Um porta-voz da Comcast disse à Associated Press que a companhia não bloqueia o acesso a nenhum aplicativo, incluindo BitTorrent.

Intel cria dia sem e-mail para estimular comunicação

A Intel, multinacional americana do setor de tecnologia, decidiu instituir um dia semanal sem e-mail para estimular a comunicação entre seus funcionários.

Todas as sextas-feiras, 150 engenheiros da Intel devem recorrer aos antigos meios de comunicação e conversar com os colegas cara a cara ou pelo telefone.

" Engenheiros enviam e-mails, quando poderiam simplesmente se levantar e conversar (presidente da Intel, Paul Otellini) "

O uso do e-mail não é totalmente proibido, mas a idéia é estimular os funcionários a interagir entre si sem usar o teclado de um computador.

O presidente da Intel, Paul Otellini, criticou engenheiros que "se sentam a cubículos de distância e que enviam e-mails, quando poderiam simplesmente se levantar e conversar".

Outras empresas que tentam diminuir a dependência dos funcionários em relação à comunicação eletrônica dizem que iniciativas deste tipo melhoraram a produtividade.

A idéia que por trás do "dia sem e-mail" não é nova nos Estados Unidos.

No ano passado, a companhia de logística PBD lançou a mesma iniciativa depois que o presidente Scott Dockter suspeitou que a "dependência" da comunicação eletrônica prejudicava a produtividade dos funcionários.

Quatro meses mais tarde, a empresa divulgou que a campanha havia sido um sucesso: havia melhorado o trabalho em equipe, a satisfação dos clientes e aumentado a rapidez na resolução de problemas.

De acordo com uma pesquisa feita pelo instituto de pesquisa americano The Radicati Group, indivíduos no ambiente de trabalho enviaram uma média de 37 mensagens eletrônicas por dia em 2006, e as projeções indicam que este número vai crescer para 47 até o fim deste ano.

Outro estudo, conduzido por pesquisadores das universidades de Glasgow e Paisley, na Grã-Bretanha, apontou que um terço dos usuários de e-mail se sentia estressado pelo grande volume de mensagens que recebiam.

Mario Hare, da Universidade de Paisley, acredita que ficar um dia sem acessar e-mail pode ser benéfico, principalmente entre pessoas que precisam se concentrar por um período longo de tempo.

Mas há quem não concorde com a idéia.

"Em vez de cortar o uso do e-mail no fim de semana - o que significa dedicar grande parte da segunda-feira respondendo às mensagens da sexta-feira - as empresas precisam educar seus funcionários a usarem os e-mails da forma adequada", avalia Alan Elliot, diretor de desenvolvimento de negócios da empresa especialista em e-mails Mirapoint.

Além do dia sem e-mail, a Intel ainda introduziu o Quiet Time (algo como "hora da tranqüilidade", em tradução livre) na rotina dos funcionários.

A prática oferece aos funcionários a possibilidade de ficar desconectado da internet algumas horas do dia, uma vez por semana.

Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil



Lula ressalta importância de investir em
pesquisas e condecora personalidades



Cerimônia de entrega da Ordem Nacional do Mérito Científico no Palácio do Planalto.

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, entregou nesta quarta-feira (10/10), juntamente com o vice-presidente, José Alencar, o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis, a Ordem Nacional do Mérito Científico a personalidades e pesquisadores que contribuíram para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.


Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
Em seu discurso, o Presidente Lula enfatizou a importância do país em investir em ciência e tecnologia, elogiou o Plano de Ação 2007-2010 - discutido com mais de 100 instituições e apresentado na reunião do CCT na semana passada - e que quer ser reconhecido como o Presidente da República que fez o necessário para colocar o país na era do conhecimento.
Lula afirmou ainda que, em seu governo, os investimentos em pesquisa científica e tecnológica não serão tratados pelo ministro do Planejamento e da Fazenda como gastos. “O que investimos em pesquisas, investimos em esperança. Ou investimos tudo o que temos em C&T ou o Brasil perde todas as chances no Século XXI que perdemos no século passado”, disse o Presidente Lula.
Agraciados

Marco Antônio Zago recebe a insígnia da Classe Grã-Cruz do Presidente Lula

O presidente do CNPq, Marco Antonio Zago, foi um dos agraciados que recebeu das mãos do Presidente Lula a insígnia da Classe Grã-Cruz durante a cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Receberam, também, a honraria 95 personalidades brasileiras e estrangeiras, sendo 35 na Classe da grã Cruz e 60 Comendadores.
Além deles, a Fundação Oswaldo Cruz e o Instituto Butantan receberam a Medalha Nacional do Mérito Científico.


Ministro da Ciênciae Tecnologia, Sergio Rezende
Para o ministro Sergio Rezende, estas duas instituições melhor simbolizam o esforço brasileiro pela pesquisa em benefício da sociedade. Em anos anteriores, foram agraciadas nesta categoria a Academia Brasileira de Ciências, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e a Embrapa. “A história destas instituições demonstra a capacidade de nossos cientistas e pesquisadores para superar dificuldades e aplicar a ciência em favor do bem comum”, disse o ministro.
A Ordem Nacional do Mérito Científico foi instituída em 1993, por decreto presidencial, e desde então já premiou mais de 700 personalidades nacionais e estrangeiros que se destacaram nas áreas de ciências humanas e sociais, ciências agrárias, ciências biológicas, engenharias, ciências físicas, químicas e matemáticas e àqueles que atuam em gestão da ciênciae tecnologia.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do CNPq

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Tecnologia facilita o acesso à pornografia no trabalho

Redação Terra
A evolução da tecnologia faz com que seja mais fácil acessar pornografia a partir do local de trabalho, diz uma pesquisa da Harris Interactive, encomendada pela Websense. O uso de celular, laptops e outros dispositivos portáteis facilita a visualização de pornografia sem detecção, de acordo com o USAToday.
De acordo com a pesquisa, 16% dos homens e 8% das mulheres que possuem acesso à Internet no serviço admitem ver pornografia enquanto trabalham. Entretanto, apenas 6% dos homens e 5% das mulheres admitiram fazê-lo propositalmente.

O acesso à Internet sem fio aumentou a visualização de pornografia no trabalho, fazendo com que empregadores sejam mais agressivos no uso de aplicativos para bloquear o acesso a sites inapropriados. A pesquisa cita, também, que 65% das empresas nos Estados Unidos utilizavam softwares de bloqueio no país em 2005, contra 40% quatro anos antes.

Por causa da facilidade de acessar pornografia em dispositivos portáteis - até mesmo naqueles que são da empresa e bloqueados - muitos empregadores estão com medo de serem processados por algum funcionário que se ofenda com um colega vendo material impróprio.

O monitoramento de dispositivos sem fio é praticamente "impossível", de acordo com Richard Laermer, presidente da empresa de recursos humanos RLM. "Responsabilidade é a coisa que me mantém acordado à noite. Somos responsáveis pelo que as pessoas fazem nas nossas dependências", disse.

Dilbert by Scott Adams

Sites convocam internautas para criar 'Orkut genealógico'

Objetivo é colocar na rede uma grande árvore genealógica de toda a humanidade. Iniciativa foi inspirada nos sites de relacionamento como 'Orkut' e 'Myspace'.

Da France Presse

Em vez de compilar milhares de nomes de antepassados, os sites de genealogia estendem agora suas teias entre os vivos, buscando cumprir um sonho comum: desenhar a árvore genealógica de toda a Humanidade.

A compra nesta quarta-feira por mais de 300 milhões de dólares de um dos líderes mundiais da genealogia, o Ancestry.com -- com arquivos históricos com cinco bilhões de nomes -- por parte do fundo de investimentos Spectrum, ilustra o sucesso fulgurante e rentável desta atividade que interessa a todas as gerações.

A genealogia investiu na internet desde cedo, empolgada com a possibilidade de compartilhar dados. Com isso, floresceram páginas destinadas a historiadores ou aficionados. Mas estes sites foram substituídos por páginas interativas que se inspiram em sites de relacionamentos, como o MySpace ou o Facebook.

Tais sites da web de genealogia propõem que cada usuário crie facilmente sua própria árvore genealógica e acrescentando os nomes de sua família para que sejam conectados a árvores criadas por outros usuários.

O Ancestry.com, pioneiro na compilação de dados e que recentemente se transformou em um lugar interativo, teve um sucesso estrondoso a partir de então: desde julho de 2006, viu a criação de mais de 3,8 milhões de árvores genealógicas, que contam com mais de 330 milhões de nomes, além de fotografias, depoimentos e documentos escaneados.

Este entusiasmo internacional demonstrou ser rentável: o Ancestry.com, presente em oito países, conta com 900.000 sócios, 2,5 milhões de membros ativos e recebe 8,2 milhões de novos visitantes por mês em esfera mundial.

Segundo Michael Arrington, do site especializado TechCrunch, "nenhum de seus rivais conseguiu melhor do que o Ancestry.com tirar partido de seus serviços, e o The Generation Networks (casa matriz desta página de genealogia) registra um volume de negócios de cerca de 150 milhões de dólares anuais com uma grande margem de lucros".

O Ancestry.com é o site mais rico em arquivos, com mais de cinco bilhões de nomes arrecadados de censos americanos desde 1790, listas de passageiros de barcos que chegaram à América, arquivos da comunidade afro-americana ou até expedientes militares americanos. Mas ele enfrenta a concorrência de cada vez mais recém chegados.

É o caso de Geni, lançado no início de 2007, que oferece gratuitamente a possibilidade do usuário criar sua própria árvore genealógica e entrar em contato com parentes. Esta página já seduziu cinco milhões de usuários e obteve investidores que a avaliam em US$ 100 milhões.

Em vez de cobrar pela busca dos antepassados em seus arquivos, a Geni se interessa pelos vivos: conecta parentes que não se conhecem e espera, um dia, vincular todas as árvores genealógicas em uma imensa árvore única da população mundial.

É também a ambição do site israelense MyHeritage, que conta com 17 milhões de usuários e já compilou 180 milhões de nomes.

Despertados por esta nova concorrência, os pioneiros se modernizaram. Também o FamilySearch.org, a organização da comunidade mórmon que compila arquivos dos últimos 100 anos, está digitalizando seus documentos. Seu site já conta com 640 milhões de nomes e aumenta na razão de um milhão de novos membros mensalmente.

Alguns sites buscam automaticamente correspondências, como o FamilyInHistory, o FamilyRelatives, o FamilyLink ou o TreeX.com. Inclusive o site de relacionamentos Facebook acaba de criar um aplicativo de genealogia.

Outro desenvolvimento impactante é a genealogia genética. O Ancestry.com acaba de anunciar o lançamento do DNA.ancestry.com para propor serviços de genealogia genética, um setor em pleno desenvolvimento.

Há uma semana vende 'kits' de testes de DNA, que permitem a cada um de seus clientes cartografar seu código genético para compará-lo com outros descendentes de um mesmo ancestral.

URL:http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL152534-5603,00.html

Internet no trabalho estimula a 'cibervadiagem'

Entre em qualquer grande escritório hoje, e provavelmente ouvirá o barulho revelador de programas de bate-papo e jogos online nos computadores, acompanhados pelo som de cliques alucinados no mouse. Os funcionários podem parecer muito ocupados, mas muitos estarão, na verdade, perdendo tempo na Internet na prática já conhecida como "cibervadiagem" - ou cybeslacking, em inglês. Estudos realizados em diversos países apontam que em torno de um quinto do período de trabalho é dedicado a atividades pessoais, e o lugar predileto para matar o tempo é a Internet.

Patricia Wallace, autora do livro The Internet in the Workplace: How New Technology Is Transforming Work (A Internet no local de trabalho: como a nova tecnologia está transformando o trabalho), escrito em 2004, disse que os funcionários sempre encontram jeitos de evitar ter muito trabalho. "A questão é que agora você tem algo que parece ser genuinamente irresistível porque é como uma porta para todo o planeta bem ali sobre a sua mesa", disse Wallace, professora da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore.

Funcionários que praticam a "cibervadiagem" costumam gastar a maior parte do tempo no email, e quase um terço de suas mensagens não estão relacionadas ao trabalho, segundo James Philips, professor de psicologia na Universidade Monash, na Austrália. Muitos empregados gerenciam suas finanças ou fazem compras online. Redes de relacionamento como Facebook, MySpace e Orkut também são destinos comuns para os cibervadios. Não é difícil também encontrar usuários que reportam o status "trabalhando" ou "no trabalho" em programas de mensagens instantâneas.

Algumas empresas, que gastam milhões em fornecimento de acesso à web, já demitiram trabalhadores por práticas como essa, chamando a atenção para o risco de atividades inapropriadas na rede. Mas esconder a atividade ficou mais fácil - as pessoas podem acessar a Internet a partir de seus celulares, por exemplo.

Filmes e séries de TV têm abordado o fenômeno. A perda de tempo no trabalho foi ilustrada no filme de 1999 chamado Office Space, enquanto The Office, uma comédia da TV britânica que agora tem uma versão norte-americana, mostrou personagens jogando um game de guerra no PC como parte do que eles descreveram como um exercício de trabalho em equipe.

Walter Block, um professor de economia da Universidade de Loyola, em Nova Orleans, apontou as semelhanças entre empregados que reduziam a velocidade antes da era do computador e aqueles que perdem tempo no ciberespaço. "Eu acho que eles fazem isso hoje pela mesma razão que faziam antes ¿ algumas pessoas, porque querem enganar o chefe, e outras, porque isso ajuda no trabalho", diz Block.

Uma pesquisa recente do site salary.com mostrou que por volta de seis em cada dez empregados nos Estados Unidos reconheceram perder tempo no trabalho. Cerca de 34% listaram o uso pessoal da Internet como o líder das atividades que fazem perder tempo no local de trabalho. Empresas em todo o mundo estão preocupadas sobre os efeitos potencialmente danosos da navegação que eles supõem ser inapropriada e que pode ter efeitos na imagem deles na companhia. Muitas firmas usam programas para monitorar a atividade na web e bloquear certos sites e serviços.

Mas alguns experts dizem que o uso particular da Internet no trabalho não afeta a produtividade e pode até mesmo ser benéfico. "A tão chamada cibervadiagem poderia ser uma simples compra pela Internet ou arranjar uma babá para seu cão ou cuidar de sua conta bancária para que você não tenha que fazer um almoço de duas horas e, em casos como esses, você na verdade está ajudando seus empregados a economizarem tempo".