sábado, 17 de maio de 2008

Spam cobriu 80% das mensagens em abril

Quatro em cada cinco mensagens foram spam em abril, diz Symantec.


A edição de maio do relatório mensal The State of Spam, da Symantec, mostra que em abril 80% de todo o e-mail corresponderam a mensagens não solicitadas. No relatório, a empresa divide o spam em oito categorias principais, conforme o conteúdo ou tema usado pelas mensagens. São elas: produtos, adulto, finanças, scams, saúde, fraude, lazer, internet e política.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Internet receberá mais publicidade que o rádio em 2008, diz consultoria


da Folha Online

A internet vai ultrapassar o rádio no ano que vem na divisão do "bolo" da verba publicitária global, segundo os prognósticos da consultoria inglesa ZenithOptimedia. Para 2010, a empresa espera que a rede receba mais investimento que o mercado de revistas.


De acordo com a consultoria, a participação da internet no mercado de publicidade deve crescer de 8,1% neste ano para 9,4% em 2008, enquanto o rádio deve cair de 8,2% em 2007 para 7,9% no ano que vem.


No Brasil, entretanto, o investimento em publicidade na rede ainda está em descompasso em relação a esses dados mundiais, apesar de apresentar uma tendência de alta.

Segundo o Projeto Inter-Meios, a internet recebeu apenas 2% dos investimentos em publicidade no ano passado, contra 4,1% do rádio. Neste ano, no acumulado até setembro, esse índice era de 2,6%, ante 3,9% das rádios.


Segundo a ZenithOptimedia, a internet deve praticamente dobrar sua fatia nos gastos com publicidade, quando se analisa o período entre 2006 e 2010, ganhando mercado de praticamente todas as outras mídias. Conforme as previsões da consultoria, além da internet, apenas o cinema e o outdoor vão ganhar participação nesse período.


A expectativa é que os gastos globais com publicidade na rede cheguem a US$ 360 bilhões neste ano, uma alta de 32,4% em relação a 2006. Nos próximos quatro anos somados, esse índice de incremento deve ser de 69%, chegando a US$ 61 bilhões em 2010, o que representaria 11,5% do mercado publicitário naquele ano.


Isso posicionaria a web na terceira colocação, atrás da televisão, que se manteria líder com 37,5% e dos jornais (25,4%), e na frente das revistas (11,4%), rádio (7,7%), outdoor (5,9%) e cinema (0,5%).

Steve King, executivo-chefe da ZenithOptimedia, afirmou ontem em Nova York que não espera uma queda no investimento em publicidade no ano que vem, apesar de uma possível desaceleração da economia mundial.


Segundo ele, as eleições presidenciais nos Estados Unidos, a Olimpíada de Pequim e os campeonatos de futebol na Europa devem sustentar o crescimento do setor.
A consultoria espera que o mercado de publicidade global cresça 6,7% em 2008, uma aceleração em relação ao esperado para este ano (5,3%).


King afirmou que os mercados emergentes com o no leste europeu e na Ásia, com exceção do Japão, tornaram-se os maiores propulsores do crescimento dos gastos com publicidade e compensaram o aumento menor desse mercado nos países desenvolvidos.

A comunicação e a tecnologia , aciencia e Deus

A comunicação e a tecnologia
Paulo de Abreu Lima
Dizem que quando os cientistas provarem a existência de Deus, quando chegarem "lá", encontrarão muitos teólogos conversando com Ele.
esta imagem abaixo conhecida como anedota, pensando a relação comunicação – tecnologia de uma forma semelhante a ciência – religião.
O que é a ciência? - senão pensar como dominar o mundo...da natureza? Sim, dominar as relações nela existentes e o que estas relações e seus produtos resultantes possam contribuir de forma positiva e importante para o bem estar da sociedade. A ciência, porém, tem uma peculiaridade, que é o despojamento emocional; a leitura fria e seca dos dados obtidos a partir das observações. E é importante que ela tenha este rigor visual, sob pena de enviesar o objeto de estudo.


Ação on-line premia melhores respostas com iPod

A Chleba inova mais uma vez, agora, com Marcelo D2 divulgado seu novo vídeo "Dor de Verdade" do álbum "Meu Samba é Assim" exclusivamente na Internet. Após o lançamento on-line, o vídeo passa no canal MultiShow e outras emissoras.O vídeo é uma homenagem ao cantor Berreza da Silva, e conta com a participação de Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz e fica hospedado no site YouTube e tem patrocínio de lançamento da marca Manifesto 33.Foi criado um hotsite onde as pessoas que assistirem ao vídeo devem responder quem está cantando com Marcelo D2 e ainda contar de que mais elas sentem saudades. A resposta mais criativa vai ganhar um iPod Vídeo.Peças interativas apóiam a campanha e serão veiculadas nos MSN, MSN Messenger e YouTube para divulgar a promoção e incentivar a visualização do vídeo.A criação é de Marcelo Sampaio, com produção de Jader Lira, Aliuqui Palma e Caio Andreolli.

Tecnologia de Comunicação no Brasil

Até fins da década de 90, o Brasil apresentava consideráveis problemas, tanto em relação à disponibilidade quanto à qualidade das linhas telefônicas. Este cenário modificou-se nos últimos anos em decorrência de investimentos na modernização da infra-estrutura de telecomunicação nacional, resultando na disponibilização de linhas digitais e de banda larga, por meio das tecnologias RDSI e ADSL Simultaneamente, as TVs a cabo tornaram-se também uma alternativa para acesso rápido à Internet. A tecnologia ADSL, permite velocidade de transferência de dados até 140 vezes superiores à oferecida pelos modems analógicos, usando linha telefônica normal. Dentro desta modalidade, a conexão com a Internet pode ser permanente, com um custo fixo mensal, sem pagamento de impulsos telefônicos. Esta particularidade facilita o uso no dia-a-dia, pois a Internet está sempre disponível, sem necessidade de fazer uma nova conexão toda vez que se deseja usá la. Além disto, a linha de voz continua livre para uso normal mesmo durante a navegação na Web, graças à divisão da linha telefônica em duas faixas de freqüência. Reserva se a faixa abaixo de 4 KHz para a voz e, acima desta freqüência, para o tráfego de dados.
A melhoria da infra-estrutura de telecomunicação, a evolução da informática e a redução significativa dos custos de transmissão à distância no Brasil têm difundido o uso da teleconferência em empresas e vários segmentos da sociedade. Entre os sistemas que facilitaram a teleconferência, temos os RDSI; Frame Relay; Internet 2, através de redes por fibra óptica e transmissão sobre IP de alta velocidade as REMAV. Associada a estes sistemas, a diminuição de custos da transmissão por satélite também tornou possível a realização de teleconferências a locais isolados antes difíceis de serem atingidos, como a Região Amazônica.
Atualmente, temos no Brasil várias formas de estabelecer conexão de teleconferência. Entre elas estão: (1) por telefonia fixa, através do uso das Linhas RDSI e Frame Relay; (2) por onda de rádio e (3) por satélite. Ao contrário do que muitos imaginam, as três formas de conexão são de custo acessível. A transmissão por satélite pode atualmente ser feita pelo valor equivalente a R$ 4.000,00 mensais com cobertura de 20 horas de teleconferência e conexão permanente à Internet (maio/2003). Esta forma de transmissão é particularmente interessante para regiões carentes de infra-estrutura de telefonia fixa. Para utilizar a teleconferência para fins médicos por telefonia fixa, é aconselhável o uso de pelo menos 512 kbps ou 768 kbps de velocidade de transmissão. Isto equivale a solicitar de quatro a seis linhas telefônicas RDSI. O custo atual é de aproximadamente R$ 80,00 de instalação por linha, portanto, com um valor estimado de R$ 320,00 a R$ 480,00 para fazer a solicitação de conexão (maio/2003). Estas linhas podem ser empregadas também para a telefonia normal.

Modelo de "Viral + YouTube" adaptado para TV

Modelo de "Viral + YouTube" adaptado para TV
O Marketing Viral surgiu com base nos conceitos da propaganda boca-a-boca e do Buzzmarketing.Inicialmente eram e-mails que convidavam a acessar algum site "interessante", e lá a marca era exposta. Em seguida passou-se a utilizar o YouTube, publicando produções que simulavam um "vídeo amador". Esse modelo já dá sinais de esgotamento, pois são poucos que continuam a repassar aos amigos os vídeos caseiros. Por conta disso hoje já temos ações de marketing viral mais complexas, que envolvem além do YouTube, outras ferramentas e serviços de redes sociais, como o Orkut, os Blogs e mais recentemente o Twitter.Em busca de uma renovação criativa, o modelo de "vídeo caseiro" popularizado pelo YouTube foi parar na TV. Não há, neste caso, a característica do marketing viral de distribuição por e-mail, porém, o diferencial aparece pela linguagem amadora do vídeo, em contraste com os demais comerciais, que utilizam a linguagem tradicional do filme publicitário para televisão.Um exemplo atualmente na mídia é da marca de produtos esportivos Fila. Quem criou a campanha foi a Santa Clara. Com produção da Lux Filmes, a campanha tem dois comerciais em que o personagem principal é um bebê que sai correndo em disparada. Veja abaixo os dois filmes que estão rodando na TV aberta e fechada.




domingo, 2 de dezembro de 2007

Lula anuncia incentivos para baixar preço de conversor de TV Digital

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia, neste domingo (02/12), medidas de incentivos fiscais para que o preço do conversor de TV digital possa ser barateado à população. Pelo que apurou o Computerworld, as medidas serão similares às oferecidas no programa Computador Para Todos, ou seja isenção de PIS e Cofins aos fabricantes.
Na semana passada em Brasília (DF), o ministro das Comunicações, Hélio Costa, citou também a possibilidade de acordos com os Estados para redução de ICMS. O objetivo é baixar o preço do equipamento que converte o sinal digital para as TVs analógicas. Hoje o modelo mais barato é de 499 reais, fornecido pela Positivo, mas há conversores de até 1.100 reais.
Um acordo entre três companhias cujos nomes ainda não foram revelados também vai permitir a oferta de um conversor para a população que hoje assiste TV por antenas parabólicas.
Hoje, cerca de 18 milhões de domicílios em todo o País, ou cerca de 45 milhões de pessoas, recebem sinal de TV por antena parabólica através dos satélites da Star One/Embratel. Desta forma, o serviço de TV digital não ficará mais restrito à cidade de São Paulo.
Marcelo Bechara, consultor jurídico do ministério, afirmou: "eu vi funcionando", já que o equipamento foi demonstrado na última quinta-feira para o governo federal. Frederico Nogueira, diretor geral da Band, explicou que qualquer emissora poderá transmitir pelo modelo, mas neste momento só a Band e a Rede TV já estão prontas.
A cerimônia que marca o início da TV Digital no Brasil acontece a partir das 20 horas deste domingo, em um evento na capital paulista do qual participam o presidente Lula, o ministro das Comunicações e a indústria.

TV Brasil entra no ar neste domingo no MA, RJ e DF

2 de dezembro, Agência Brasil

A partir do meio-dia deste domingo, a TV Brasil poderá ser sintonizada no canal 2 no Distrito Federal e nos estados do Rio de Janeiro e do Maranhão, e também na Amazônia, onde o sinal poderá ser captado por meio de antena parabólica.

A emissora pública, criada a partir da fusão da TV Nacional, TV Educativa do Rio de Janeiro e Educativa do Maranhão, vai priorizar na transmissão inaugural reflexões sobre o seu compromisso, o papel da televisão no Brasil e os impactos da implantação digital, que também terá início hoje em São Paulo. A nova emissora está vinculada à recém-criada Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A presidente da EBC, jornalista Tereza Cruvinel, acredita que a coincidência dos fatos na data será um marco para comunicação brasileira. Ela cita a alta definição de imagem e a interatividade como grandes benefícios do ingresso do país na era digital. Já a TV pública é vista como o cumprimento de uma previsão constitucional de 1988, pela qual o sistema de radiodifusão brasileira deve ser complementar entre privado, estatal e público.

"As redes comerciais cumpriram um papel importante na integração do Brasil e as estatais são utilizadas legitimamente para governantes e outras autoridades prestarem contas dos seus atos. Mas ainda não tínhamos uma TV pública, generalista, com todas a faixas, do infantil ao telejornal, sendo controlada por uma mecanismo de participação direta da sociedade, como é o nosso conselho curador", ressaltou Tereza Cruvinel.
Ao longo do dia a programação será composta por transmissões dos estúdios de Brasília e do Rio, entradas ao vivo com telespectadores e produções de emissoras regionais previamente encomendadas. Também serão utilizados comentários do público enviados por telefone ou internet.

Segundo o gerente de jornalismo da EBC, Eduardo Castro, será a partir de sugestões e da participação interativa dos telespectadores que a grade de programação será construída e adaptada progressivamente: Um dos mecanismos que serão lançados vai permitir, inclusive, o envio de material em vídeo pelo público, para possível aproveitamento nos programas.

A presidente da EBC admite que as mudanças iniciais ainda são tímidas, mas justificadas pela falta de orçamento, demora na aprovação da medida provisória que cria a empresa e pelo fato de a nova diretoria ter sido empossada há apenas um mês. O maior compromisso da TV Brasil, conforme Cruvinel, será a pluralidade: "Não vamos brigar nem disputar audiência com outras televisões. Ela vem para aumentar a oferta. Se você não quer ver o futebol na TV comercial e preferir um documentário da TV pública, terá essa alternativa."

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Olá pessoal

Em algumas aulas, talvez a maioria, as críticas as operadoras de telecom no Brasil foram generalizadas. Como eu acho que todos têm o direito de externar suas idéias sugiro que vocês dêem uma olhada na apresentação que o Sr. César Rômulo, Superintendente executivo da TELEBRASIL (organização que congrega as telecom's) fez na I Semana de TIC da Bahia. É a versão deles para a situação da prestação de serviços de telecomunicações no país. Entre outras coisas ele questiona a autoridade do governo para exigir um serviço de qualidade nas comunicações enquanto os outros servições públicos (de responsabilidade do governo) a prestação é precária. http://www.ticbahia.com.br/semanadetic/documento/26.ppt

Extra inicia hoje venda de conversores para TV Digital

Rede de supermercados vai oferecer os equipamentos da Semp Toshiba e Philips, já que oficialmente as transmissões do padrão começa neste domingo.

Por Redação do COMPUTERWORLD

A Rede Extra inicia nesta sexta-feira (30/11) a venda de conversores para os consumidores que quiserem receber as imagens de TV via transmissão do sistema digital já no próximo domingo, dia 02 de dezembro, quando o sinal já estará disponível aos telespectadores da Grande São Paulo.


Quem comprar antes do início oficial, poderá assistir ao vivo à festa de inauguração do novo sistema, que contará com representantes do governo - entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Comunicações, Hélio Costa - e de todas as emissoras e fabricantes de equipamentos de recepção do sinal.O evento conta com pronunciamentos e, segundo especulações, o presidente Lula poderá anunciar isenção de impostos aos fabricantes de conversores e televisores, para que o preço hoje entre 400 e 1100 reais caia.
Os primeiros modelos disponíveis na rede Extra são da marca Semp Toshiba, vendidos a 799 reais (modelo DC2007M) e 1099 reais (modelo DC2008H), e também o aparelho da marca Philips nas cores preta ou branca, do mesmo preço. A partir de sábado, dia 1º de dezembro, o canal de vendas pela internet do Extra, www.extra.com.br, inicia também as encomendas para os televisores Samsung, com o sistema digital embutido.

Google experimenta votação em resultados de busca

A Google iniciou testes em um novo sistema experimental que permitirá a alguns poucos usuários modificar a hierarquia e até mesmo os resultados obtidos em suas buscas.
Em um sistema parecido com o do site de notícias Digg, em que os visitantes cadastram e votam nas notícias mais relevantes e interessantes dentro de diversas categorias, os testes dos Google Labs permitirão que, além de priorizar seus resultados favoritos, seus usuários movam, ignorem e adicionem links de sua preferência, conforme noticiou o site Tech.Blorge.
Cada link editado como preferido apresentará um asterisco laranja e, caso o usuário desista de alguma alteração que tenha feito, será possível desfazê-la através de um histórico. Porém, ao contrário do que muitos podem imaginar, o recurso será testado em base individual, ou seja, as alterações de um usuário não interferirão na busca de outro, o que evita que aconteçam edições tendenciosas.
A vantagem do sistema é que, a cada busca pelos mesmos termos, os links marcados como irrelevantes não aparecerão e a hierarquia estabelecida previamente pelo usuário será mantida, desde que este possua uma conta Google, que pode ser criada gratuitamente. Para o site The Register, a princípio, a experiência não é indispensável já que qualquer um pode guardar seus links no menu Favoritos de seu próprio navegador, todavia pode render resultados interessantes se a empresa aproveitar os dados para implementar melhorias no resultado geral oferecido pelo serviço.
Na página oficial do experimento, que pode ser lida (em inglês) no atalho tinyurl.com/2we9o, é informado que o recurso estará disponível para alguns durante apenas algumas semanas.

Inclusão Digital?

Algumas coisas passam despercebidas no nosso dia-a-dia.
Precisei ler o texto de Denize Correa Araújo, O caráter pseudo da inclusão dital, alguns dias antes da prova de Comunicação e Tecnologia para dar um outro sentido a algo que, de certa forma, aconteceu comigo há alguns dias atrás.
À primeira vista, me pareceu uma situação engraçada. Na verdade, continuei achando engraçado até ler tal texto e perceber que se trata de algo bastante problemático.
Tenho uma vizinha que trabalha como diarista. Numa sexta-feira, há mais ou menos 2 meses, ela chegou na minha casa, pontualmente às 9 horas como de costume para trabalhar.
Ela é uma pessoa muito feliz, mas naquele dia estava particularmente animada e logo foi falando:
-Josci, vem cá ver meu celular novo!
Desci as escadas quase correndo. Era uma espécie de intimação.
Ela me contou, entusiasmadamente, que havia comprado um celular novo. O lançamento da loja: “É incrível! Cabe um monte de música! Tira fotos. Faz vídeos”.
Eu também achei o aparelho lindo. Era um Nókia, com tecnologia bluetooth, 516 MB de memória, uma câmera com ótima resolução e etc .
Até aqui, nada de mais, afinal, esse tipo de celular, apesar de ainda ser economicamente inacessível para grande parte da população (a mulher de que falo, por exemplo, dividiu o pagamento em 12 parcelas), é cada vez mais vendido.
O interessante de toda essa história é que ela não sabia como utilizar todas as vantagens do aparelho. Não tinha noção de como gravar e salvar vídeos, de como baixar ou converter músicas para ouvir no celular, de como enviar torpedos MMS, e nem imaginava o que era a tal tecnologia bluetooth da qual o vendedor tanto falou. Mas o celular era lançamento e cheio de características que lhe pareceram interessantes. Por isso comprou.
Dessa forma, ao ler o texto de Denize, me dei conta de como os problemas lançados pela autora são verdadeiros. O simples fato de alguém estar em contato de uma tecnologia avançada nem sempre implica em ela fazer uso adequado ou satisfatório dela. A diarista, mesmo possuindo em suas mão um aparelho com um potencial interativo imenso, continuou usando o celular apenas para realizar chamadas de voz. Nem mesmo a função SMS ela usava.
Ela comprou o celular não para desfrutar das inúmeras possibilidades comunicativas e criativas que o aparelho poderia lhe proporcionar, mas para ser proprietária de um celular de última geração, não importando o uso que fosse fazer dele.
Dessa forma, pude compreender melhor o que Denize quis dizer quando afirmou que o simples fato de ter acesso a uma mídia não implica em as pessoas estarem digitalmente inclusas. As inúmeras propriedades do celular da diarista que citei em nada mudaram a forma como ela se relacionava com o mundo e com as outras pessoas. Possivelmente, se ela não possui um controle para o DVD, continua levantando do sofá para dar play e pause no filme, mesmo podendo utilizar o aparelho celular para isso.
E, apesar de poder estar conectada constantemente à internet através desse mesmo aparelho, ela nem mesmo sabe como fazê-lo. Então, poderíamos chamar isso de inclusão digital, mesmo ela não sabendo como utilizar o aparelho? Que tipo de inclusão digital é essa que apenas facilita (?)o acesso às mídias e tecnologias, mas não ensina como utilizá-las?

No conceito das redes, tudo está ligado a tudo

Por Pablo Ibarrolaza

Em 1999 Chris Locke, Doc Searls e David Weinberger começaram uma conversa que, assim como a Biblioteca de Babel, não se detém e é infinita. Uma das teorias mais interessantes do Cluetrain Manifesto é aquela que nos diz: “Mercados são conversações“.

Assim como as conversas nos conectam, gostaria de introduzi-los no conceito das redes como exposto por Barabási em Linked, onde tudo está conectado com tudo.

As redes são o que nos permite virtualizar nossas conversas da mesma maneira que nos permite virtualizar nosso desejo de fazer buscas. Na medida em que fazemos mais buscas, mais conectados ficamos, mais conversas geramos.

Os dados das conversas que geramos nas redes permitem que façamos marketing de uma maneira que nem Lester Wunderman tinha imaginado; seu famoso livro Being Direct poderia ser rebatizado como “Being Conversation”.

Se as conversações são mercados, onde podemos achar manifestações destes mercados?

  • Será que o News Feed do Facebook é uma poderosa conversação onde existem mercados a serem explorados?
  • É possível que quando estamos à frente do Flixster Movie Compatibility Test com um amigo falando de filmes que assistimos, que gostaríamos de assistir ou daqueles de que não gostamos, estamos gerando uma conversação? Quantos mercados esta conversação gera?
  • E aquele Quiz acerca do ator que faz o papel de “Davy Jones” no filme Piratas do Caribe – O Baú da Morte, quantas busca gera?
  • Essas buscas são conversações também? Quantas conversações armazenadas têm o “Banco de Dados das Intenções” (Database of Intentions) como descrito por John Battelle em The Search?
  • É este o famoso “Efeito Borboleta” (provérbio chinês: “o bater das asas de uma borboleta pode ser sentido no outro lado do mundo”) que nos mostraram os diretores Eric Bress e Jonathan Mackye Gruber?

Não sou bom para as respostas e em todo caso, se a gente encontra as respostas juntos criaremos novos mercados, digo conversas.

No momento que estou redigindo este artigo, a IBM acaba de anunciar o fim da publicidade (IBM Predicts the End of Advertising as We Know It), o The Economist na sua seção de negócios nos fala de Conversational marketing e o CEO da McCann, Nick Brien, em entrevista à Adversiting Age declara: “que trata-se de um novo marketing” (It’s Not About New Media, It’s About New Marketing), concluindo que as marcas já não pertencem às empresas (”A brand is ultimately a promise… it is something that is not ownable by a corporation any more”).

Coincidência ou não, todos estes artigos foram publicados na quinta feira 8 de novembro de 2007.

Se vocês me perguntarem como começou isso tudo, eu responderia que foi em 1941. Dentro do El jardín de senderos que se bifurcan, Jorge Luis Borges nos deu a novidade da La biblioteca de Babel:

A biblioteca é ilimitada e periódica. Se um eterno viajante a atravessasse em qualquer direção, comprovaria ao cabo dos séculos que os mesmos volumes se repetem na mesma desordem (que, repetido, seria uma ordem: A Ordem). Minha solidão alegra-se com essa elegante esperança.

…basta que um livro seja possível para que ele exista…

Conversações

IBM Predicts the End of Advertising as We Know It
IBM Consumer Survey Shows Decline of TV as Primary Media Device
Conversational marketing Word of mouse

It’s Not About New Media, It’s About New Marketing

The Cluetrain Manifesto 95 Theses
Español: Manifesto del train de claves
Português: Pessoas da Terra

Wikipedia em inglês: Butterfly effect
Español: Efecto_mariposa
Português: Efeito_borboleta

Conversações possíveis

Controle e busca? Buscamos para ter a ilusão de controlar.

Compras de fim de ano

Enquanto em países asiáticos, a febre da dependência digital já beira os internamentos em clínicas de tratamento psicológico, nos Estados Unidos os consumidores americanos gastaram soma recorde de US$ 733 milhões na internet no 'cyber-segunda-feira' --que tradicionalmente lança a temporada de compras on-line de fim de ano nos Estados Unidos-- indicou nesta quarta-feira o gabinete especializado comScore.
O 'cyber-segunda-feira', que caiu este ano no dia 26 de novembro, tem este nome em razão da febre de consumo que acomete os internautas logo após o fim de semana do feriado de Ação de Graças.
Este ano, as compras feitas na rede subiram 21% em relação a 2006.
'Isto representa um dia recorde em termos de consumo na internet, mas acreditamos que um certo número de dias das próximas semanas passará o total do 'cyber-segunda-feira', podendo passar de US$ 800 milhões', indicou o diretor do comScore, Gian Fulgoni.
Mais de US$ 10,7 bilhões já foram gastos através da internet desde 1º de novembro, segundo relatório da comScore sobre as transações realizadas durante períodos de festa nos Estados Unidos.
Camila Moreira

Comentário ao texto de Bruno

É claro que haverá uma contrapartida na utilização deste serviço. Há respaldo legal para este tipo de sistema operacional promovido pelo Google?Quem disse que os usuários de determinados aparelhos de telefonia móvel ficarão satisfeitos em terem seus passos monitorados por uma empresa como Google?

Google lança sistema de posicionamento global para celular


Com um telefone celular com conexão à Internet, mesmo sem o sistema GPS (Global Positioning System), o Google pode localizar a área em que uma pessoa está, graças à antena do aparelho.


No blog da empresa, nesta quarta-feira, anunciava-se que esta nova função, batizada de "My Location" e ainda em período de testes, permite localizar nos mapas do Google o lugar onde um determinado celular se encontra, com uma margem de erro de 1.000 metros.


Segundo o jornal "The New York Times", o Google registrou as localizações das antenas, graças a dados enviados por usuários de telefones com GPS que se conectam à Internet, o que permitiu apontar suas posições em um mapa.


Esta ferramenta funciona com telefones inteligentes equipados com sistemas Java, BlackBerry, Windows Mobile ou Nokia/Symbian. Em um fórum de discussão na Web, alguns usuários já disseram que ainda não conseguiram fazê-lo operar.


Mesmo que este programa não seja tão preciso como os aparelhos com GPS, o que possibilita a localização com um metro de margem de erro, permite, por exemplo, dar indicações de estradas.


Também ajudará a desenvolver um novo sistema de publicidade, uma fonte de receita com a qual o Google, que se posiciona como líder mundial na Internet, conta bastante. Assim, quando alguém procurar "pizza" no telefone, todas as pizzarias próximas serão marcadas no mapa.


Segundo eMarketer, a publicidade móvel representará US$ 16 bilhões em 2011, dez vezes do que é hoje.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Agrupacion o conexion?

Isso aí ainda pode ser útil hein! Ta aí pessoal

Agrupacion o conexión?

- A sociedade da informação, entendida como aquela centralizada em torno da geração, processamento e distribuição da informação, vem se desenvolvendo já há algumas décadas.

- A sociedade da informação emergiu da sociedade industrial, mas está começando a substituí-la. Exemplo: há cada vez mais pessoas empregadas no setor terciário, trabalhando com informações, enquanto o setor secundário emprega cada vez menos gente.

- Não se pode usar os conceitos 'pessoas' e 'sociedade' separadamente, pois a existência de um depende da existência do outro. O que pode ser analisado é o campo das relações intersubjetivas.

- Partindo desse pressuposto, o autor considera a comunicação como a infra-estrutura da sociedade da informação.

- A sociedade da informação, em sua completude, é utópica, pois para haver um intercâmbio recíproco de informações entre as pessoas é necessário uma abertura, um altruísmo entre elas. Pelo contrário, o que prevalece na realidade é a auto-afirmação, o egoísmo.
A solução para isso pode ser a telemática.

- Telemática: técnica que parte da construção da sociedade da informação. Tele: aproximação de algo distante. Mática: relativo a automatismo. Telemática: Técnica de aproximação automática do distante.

- A telemática possibilita a aproximação das pessoas sem nenhum esforço da parte delas, através de aparatos como o telefone e a Internet, acabando até com as distâncias físicas.

- A proximidade entre as pessoas na sociedade da informação gera uma ética específica, pois quanto mais as pessoas se cercam e se comunicam, maior a quantidade de informação que fluirá entre elas e maiores as responsabilidades que assumem.

- Os dispositivos da telemática têm bases nos meios de comunicação de massas, mas, ao contrário destes, possibilitam uma maior interação entre os usuários. "São dispositivos para conectar".

- A revolução da comunicação mudou o modo de acesso às informações. Antes, havia um espaço público específico para a divulgação das informações e a recepção delas. Agora, a informação é produzida no meio privado e enviada para outros espaços privados, onde são recebidas e processadas.

- A comunicação do tipo de "agrupação" consiste na emissão das informações aos receptores sem estes terem à sua disposição canais para unir receptor ao emissor e vice-versa (a exemplo da televisão).

- O autor entrevê duas possibilidades para o futuro: se prevalecer a "agrupação", teríamos uma vida irresponsável e idiotizante, típico de uma sociedade totalitária. Já caso a conexão consiga penetrar nos meios de comunicação, desintegrando as agrupações, a utópica sociedade da informação em que podemos nos realizar com o outro torna-se uma possibilidade palpável.

Aguirre Talento

Abrangência dos celulares no mundo chega a 50%

A telefonia celular atingiu na quinta-feira 3,3 bilhões de usuários no mundo, equivalente a metade da população do planeta, 26 anos depois do lançamento da primeira rede de telefonia móvel, segundo dados da empresa de pesquisas Informa.
Desde a ativação das primeiras redes da empresa Nordic Mobile Telephony (NMT), em 1981 na Suécia, Noruega e Arábia Saudita, os celulares se tornaram o produto eletrônico mais vendido do mundo.
Nos últimos anos, o setor vem registrando forte crescimento nas periferias da China e da Índia, graças à redução nos preços dos aparelhos e das chamadas. As empresas já estão de olho no interior da África para manter o crescimento.
As redes nórdicas foram o embrião das histórias de sucesso de dois fabricantes de aparelhos celulares da região, a finlandesa Nokia e a sueca Ericsson. Na Ásia, o rápido crescimento do setor estimulou a produção das sul-coreanas Samsung e LG e da chinesa ZTE, que agora estão entre as seis maiores do mundo no setor.
Embora o número de celulares equivalha a 50 por cento da população mundial, isso não significa que metade das pessoas tenha um celular, já que, segundo a Informa, em 59 países a penetração é superior a 100 por cento —em média, cada pessoa tem mais de um aparelho.

Segundo o Centro de Programas Internacionais do Burô do Censo dos EUA, a população do planeta na quinta-feira é de 6.634.294.193 pessoas.
No mesmo dia, 2.571.563.279 pessoas usam a tecnologia mais comum, a GSM, segundo a entidade global GSM Association. A segunda tecnologia mais usada, a CDMA, tinha no fim de setembro 421,4 milhões de usuários.

(Por Tarmo Virki)
Reuters

Microsoft perde apelação em caso sobre patente e terá que pagar US$ 140 mi

Um corte de apelação federal nos EUA confirmou a decisão de corte distrital que ordena à Microsoft e à Autodesk pagar milhões de dólares por infração de patentes.

Por IDG News Service, EUA
29 de novembro de 2007 - 08h30

A corte federal de apelações dos Estados Unidos ratificou a decisão de corte distrital do Texas que garante pagamento para a empresa z4 Technologies de 115 milhões de dólares da Microsoft e 18 milhões de dólares da Autodesk para entrar em acordo em processo sobre infração de patente.

A corte do Texas também condenou a Microsoft a pagar mais 25 milhões de dólares para a z4 para encerrar o caso, originalmente preenchido em setembro de 2004 e negou o pedido da Microsoft por novo julgamento.

O júri do Texas concordou que tanto a Microsoft e a Autodesk infringiram duas patentes de propriedade da z4 - U.S. Patent nº 6,044,471 e U.S. Patent nº 6,785,825. As patentes são de tecnologia para ativação de produtos que busca evitar uso não autorizado e prevenir a pirataria de software.

A z4 Technologies é uma empresa privada baseada no estado norte-americano do Michigan e desenvolve tecnologia de DRM (digital rights management).

Elizabeth Montalbano - IDG News Service


Empresa nigeriana processa 'laptop de US$ 100' por plágio



O XO, laptop popular desenvolvido por Nicholas Negroponte e a entidade “Um laptop por criança” (OLPC), está sendo processado pela Lagos Analysis, empresa nigeriana com sede em Massachusetts (EUA), segundo o site Register.


A Lagos afirma que o “laptop de US$ 100” teria se apropriado de um recurso patenteado pelo teclado nigeriano, que tem quatro teclas “shift” para facilitar o uso de caracteres e acentos incomuns nos teclados tradicionais, como “Æ”.

Adé G. Oyegbola, chefe executivo da Lagos, afirmou ao Register que Nicholas Negroponte teria comprado teclados da empresa em 2006 e iniciado o processo de engenharia reversa para habilitar o acesso aos caracteres “incomuns”.

Negroponte é professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e fundador da OLPC, que projetou o laptop popular. A OLPC ainda não se pronunciou. O XO começou a ser fabricado na China no início de novembro.


O laptop da OLPC é destinado a uso escolar em países em desenvolvimento. O suporte a caracteres especiais variados facilitaria sua aplicação nos diferentes países que mostraram interesse em adquirir o aparelho, como Peru, Equador e Brasil. O Uruguai foi o primeiro país a anunciar oficialmente a compra de 100 mil máquinas.